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Escola Ecológica Bom Jesus da Aldeia |
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| A história da Escola Ecológica Bom Jesus da Aldeia começou a ser escrita pelo frei franciscano João
Crisóstomo Arns muito antes da sua fundação em 1981. Durante 16 anos o frei estudou métodos
pedagógicos aplicados em diversos países e somente depois dessa trajetória nasceu o projeto da Escola
Aldeia, que visava oferecer aos alunos uma vivência intensiva do meio ambiente, da natureza, com base
em uma filosofia pedagógica especial, voltada para a Ecologia. |
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| Para tanto, foi no município de Campo Largo que a escola foi construída em um terreno de 800.000 m²
que possui vários fragmentos de vegetação nativa em diferentes estágios de regeneração natural,
adquiridos pouco a pouco, além de nascentes, um rio, lagos e banhados. Todos esses ecossistemas
são laboratórios ao ar livre, onde os professores convidam seus alunos a interagir com o ambiente. |
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| A escola promove a substituição de espécies de árvores exóticas invasoras, como o pinus e a uva-do-japão, por espécies nativas da flora da Floresta com Araucária, proporcionando assim abrigo e recursos
alimentares para a nossa fauna. |
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| Após a primeira etapa de substituição destas espécies, os alunos perceberam a ausência das árvores
e questionaram o professor Carlos Alberto de Oliveira, que realiza visitas nas trilhas interpretativas
do bosque da escola, sobre o motivo da retirada das grandes árvores. Logo captaram a mensagem
de que cortar árvores também faz parte da conservação da natureza quando se trata se espécies
exóticas invasoras! |
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| Outro sinal de que as crianças estão captando a mensagem da conservação da biodiversidade na escola,
foi o episódio ocorrido nas imediações da área de uso intensivo da escola, onde foi encontrada uma
cobra: o pessoal da manutenção da escola normalmente era chamado para matar as cobras, mas desta
vez, com a reivindicação dos alunos, eles foram impedidos e obrigados a devolver o animal para o bosque. |
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| Com este contato maior com a natureza, o professor pretende conquistar os alunos para que eles não tenham medo dos animais, mas sim respeito. |
| O professor Carlos Alberto de Oliveira comenta que o que o move "é a possibilidade de estar influenciando mentes que logo estão em atividade e tomando decisões importantes relacionadas às questões ambientais." |
| "Minha alegria é poder utilizar toda a minha bagagem do que aprendi em 28 anos como Educador
Ambiental de forma dirigida neste espaço de vegetação nativa da escola." |
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Professor Carlinhos com seus alunos
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Frango d'água
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Abelha Jataí na entrada de seu ninho
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Vista geral da mata com as construções ao fundo
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Inseto fitófago (Hemiptera)
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Coruja (Otus choliba)
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Vista do dossel da floresta secundária |
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